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#partiuRio

Muito antes das hashtags fazerem sucesso, já me aventurava nas avenidas da cidade maravilhosa. Carnaval de 2011, naquele ano, em março, minha primeira vez; no Rio de Janeiro, num hostel, num avião. Tudo começou, quando impulsivamente (meu subconsciente talvez discorde) comprei as passagens para o carnaval no Rio, paguei a bagatela de 10 reais na volta. Num sábado, minha partida foi Foz do Iguaçu, check in, embarque, decolagem (frio na barriga), altitude de cruzeiro e pouso (frio na barriga²). Sempre quis voar, e depois da primeira vez, fiquei apaixonado, anyway. Quando estiver no Rio, a melhor forma de sair dos dois aeroportos ou da rodoviária, é o ônibus da RealTur, R$ 8,00 (na época), super confortável e ágil. Eu estava no Galeão e precisava chegar até Copacabana, na zona sul. Até então tudo bem, até então. Final de semana de carnaval na cidade do carnaval mais famoso do mundo, sendo assim, avenidas fechadas para os blocos, desvios, aquela bagunça organizada. Demorei 2 horas e meia para um trajeto que normalmente leva 30 minutos, com a chuva de coadjuvante. De forma alguma estou aqui a reclamar do Carnaval, mas esteja ciente que é uma festa egocêntrica, por assim dizer, tudo para. Não estava com pressa, estava lá pra descansar. Aproveitei para conversar com uns gringos que estavam no ônibus, que pareciam mais perdidos do que eu, os ajudei a descer no ponto certo em Copacabana, que assim como eu, estavam hospedados lá. Chegada ao ponto, e lá me fui em direção ao Hostel (Hercus), 5 quadras e check in feito, mochila no quarto (com 6 camas), e rua. Já passava das 21 horas e estava faminto, e fui até a Av. Atlântica para achar um restaurante bacana, low cost. No fim das contas entrei na pizzaria Mondego e pedi uma pizza. Take note, no carnaval os preços multiplicam-se automaticamente por 3. Lá pelas tantas, degustando minha pizza, noto certa movimentação na mesa imediatamente atrás à minha. Ninguém mais, ninguém menos que Joel Santana. Legal ver a pessoa em carne e osso, mas não, não fui pedir pra tirar foto, ele estava em família, e não quis ser inconveniente. Aproveitei pra dar uma volta pela orla, até umas 23hs, e voltei para o hostel, cansado e pronto, capotei. No dia seguinte, parti cedo para a estação do Cosme Velho, que me levaria até o Corcovado, fui de metrô e fiz a conexão de ônibus, gostei, sempre fui fã de metrô, vazio, da maneira que estava. Já tinha ouvido falar que paciência é uma virtude, naquele dia coloquei a minha a prova. As 9 da matina eu já estava na fila pra comprar meu ingresso, super rápido, só que o ingresso era para o trem que iria partir as 11. Devo dizer que a subida de trem não é lá aquelas coisas, fui de trem por que é a tradição, mas na minha segunda visita ao Rio e ao Corcovado, fui de van. Lá em cima, olhando para a cidade, a marina da Glória, o Macaranã, a zona sul, a lagoa Rodrigo de Freitas, o título de cidade maravilhosa se justifica. É lindo, mesmo com o tempo meio fechado, ainda era possível apreciar a vista, e esbarrar nos trocentos mil turistas, que assim como você, querem o melhor ângulo para a melhor fotografia.

De volta à estação do Cosme Velho, resolvi ir andando até o Pão de Açúcar, e lá me fui. Duas horas de caminhada, afinal de contas, não há melhor forma de se conhecer uma cidade do que andando por ela.

Tempo depois já estava na fila gigantesca para chegar ao Pão de Açucar, segundo ponto turístico mais visitado do Rio. E é lindo lá de cima, infelizmente o tempo estava fechado, conforme as nuvens passavam, era possível ver alguma coisa lá de cima. Como eu queria ver tudo mais de perto, resolvi dar uma volta de helicóptero (Helisul), sobrevoar uma parte do Rio, o Cristo, a Lagoa Rodrigo de Freitas, passando por Ipanema, Copacabana, e voltando ao Pão de Açucar, 8 minutos de pura admiração.

É muita gente subindo e descendo, teleférico lotado! Como já estava escuro quando desci, tomei um taxi e fui até uma altura de Copa, sim, já estava íntimo da cidade. Passei comer algo e parti para o hostel. O fantástico sobre hostels, é a convivência com pessoas que tu nunca viu na vida. Fui até a sala de tv, onde sempre tem uns puffs e sofas, para o pessoal socializar mesmo. Conheci, conversei com várias pessoas, Shadman um paquistânes que mora no USA, Gabriel o hoster, Camila, Julio, um chileno que não lembro o nome, Andres o português gente fina que mora no Canadá, Gabrielle a polonesa, Danilo que encontrei anos depois em Buenos Aires. Isso tudo é fantástico. Sempre que viajo fico em hostel e recomendo, a experiência é fantástica. No dia seguinte, conheci o Jardim Botânico, vale a visita, é um silêncio absoluto. Depois, Ipanema, linda com a pedra da gávea de pano de fundo. O Arpoador, o Forte de Copacabana, tudo muito bonito.

Pena que uma hora a vida boa acaba, tive apenas uma tarde de praia. Terça-feira de Carnaval, mochila nas costas, e de volta pra minha terra. Passagem rápida, mas que me deu vontade de voltar. E foi o que fiz, agora em 2013, peró, esta fica para um outro post.

Até a próxima.

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Sobre julianoeverton

Engenheiro de Produção apaixonado por viajar, conhecer, ler, conversar, experimentar, andar, fotografar, entender, experimentar. Sou da seguinte opinião: dizem que quando morremos, nossa vida passa diante de nossos olhos, então façamos valer a pena assistir o filme.

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Publicado às agosto 19, 2013 por em Destinos e Dicas, Viagens e marcado , .
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