Não está no guia

¡Hola! ¿Qué tal? Montevideo

Minha primeira experiência fora das terras tupiniquins (Ciudad Del Este não conta, ok?) foi em Montevidéu. De supetão, bate e volta. Lembro que tinha recentemente voltado de um feriado no Rio e a ideia de viajar, estar em outra cidade, lugares diferentes, não saia da minha cabeça. Meados de abril de 2011, de olho em toda e qualquer promoção de passagem que aparecesse, e voilà. Comprei as passagens na quarta-feira, para voo na sexta-feira da mesma semana, tudo isso graças à (finada) Pluna Airlines e sua promoção de USD 120,00 ida e volta. Uruguay, allá voy! Era sexta-feira santa, e desta vez não iria sozinho. Partimos, eu, Bruno, Franciely, Sergio e Robson de Foz do Iguaçu direto para Montevidéu, no fim da tarde já estávamos lá. Fiquei impressionado com o aeroporto, gigantesco (comparado aos que conhecia até então), recentemente construído o Aeroporto Internacional de Carrasco é o maior do Uruguai e fica a cerca de 18km da cidade, nada que um ônibus em péssimas condições de conservação não nos levasse até lá. Super barato se locomover por lá, táxi será sempre a melhor escolha (com exceção dos do aeroporto). Ficaríamos hospedados em Pocitos, e pra lá partimos, a motorista do ônibus, gente fina até ligou um Michel Teló no máximo para receber os brasileños. Hospitalidade: 10! (com voz de apuração de notas do carnaval).

Montevidéu é uma cidade antiga, de 1724, uma beleza, cenários para fotografias não faltam. Pra quem gosta de arquitetura antiga, é um prato cheio. Segundo órgãos oficiais, é a campeã latino-americana em qualidade de vida, e pelo pouco tempo que fiquei lá, parece ser mesmo. Capital com clima de interior e herança européia; Montevidéu fica as margens do Rio de La Plata, e o hostel que ficamos estava a 8 quadras da Playa de los Pocitos. Sábado de manhã, parti pra rua, fazendo companhia para o frio de 9°C. Como era feriado de Páscoa, a cidade estava deserta, e meus amigos no hostel dormindo.

Já perto do meio dia fomos até a Ciudad Vieja, no Mercado del Puerto, magnífico, uma construção Vitoriana com ar de aristocracia e cheiro de fumaça pelas várias grelhas nas diversas “parillas” ali instaladas. Não sei se a Parrillada (Mercado) del Puerto chegou a ser um “mercado municipal”, a exemplo do de São Paulo, mas hoje é só carne mesmo. Vale a parada para um almoço.

Lá pelas 2 da tarde, abastecidos e com vontade de turistar, fomos até o centro histórico e financeiro de Montevidéu, a Plaza Independencia. Ali ficam os principais símbolos da história uruguaia, o Palácio Salvo, que chegou a ser o prédio mais alto da América latina por algum tempo. Ali, tu irás encontrar também o mausoléu onde estão os restos mortais de José Gervasio Artigas, mausoléu este que está sob uma estátua imensa do general, o herói nacional. Em uma das pontas da praça, está a La Puerta de la Ciudadela, que separa o centro da Ciudad Vieja. Esse portão fazia parte de uma fortificação para proteger Montevidéu, e foi o que restou da edificação.

Ali do lado tu verás o Teatro Solís, o principal da cidade, dono de uma arquitetura fantástica. A figura gravada no alto do pé direito, que é uma face emanando raios, se assemelha com a figura que há na bandeira uruguaia. No sábado que estivemos lá, estava fechado, uma pena, peró!

Assim como os brasileiros (generalizando), os uruguaios também são apaixonados por futebol, e sábado era dia de peleia. De cenário, o Estádio Centenário, palco da primeira Copa do Mundo. Com ingressos que custaram 60 pesos uruguaios, cerca de R$ 6,00, assistimos ao banho de bola do Peñarol em cima do Rampla Juniors, pela 1ª divisão do campeonato uruguaio. Ficamos na torcida do Rampla Jrs, time mais modesto, foi um bom jogo. E lá se foi o dia.

Nosso voo no domingo seria ao 12:30, então ainda teríamos uma parte da manhã pra andar pela cidade. Mas uma volta pela Playa de los Pocitos, pela Plaza Daniel Muñoz, e já era hora de voltar pra casa.

Nesse um dia e meio de andança deixamos muita coisa pra trás, o tempo era curto. Para a próxima ida a Montevidéu, ficou o: Teatro de Verano, Parque Rodó, o Palácio Legislativo, a Catedral Metropolitana na Plaza Constitución e muito mais.

Sempre digo, e repito, a melhor forma de conhecer uma cidade é andar, só assim tu encontrará o que não está no guia.

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Sobre julianoeverton

Engenheiro de Produção apaixonado por viajar, conhecer, ler, conversar, experimentar, andar, fotografar, entender, experimentar. Sou da seguinte opinião: dizem que quando morremos, nossa vida passa diante de nossos olhos, então façamos valer a pena assistir o filme.

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Publicado às setembro 15, 2013 por em Destinos e Dicas, Geral e marcado , , .
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